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Projeto transforma moradores de rua em fotógrafos

A ação realizada por uma organização britânica convidou cem pessoas que vivem nas ruas para retratar Londres

Se lhe dessem uma câmera fotográfica com a missão de clicar sua cidade, o que você registraria? Talvez um ponto turístico, uma estação de metrô ou até mesmo o trânsito. Mas se esta mesma câmera fosse entregue a um morador de rua, você tem ideia de que tipo de foto poderia surgir a partir desta premissa? Esta hipótese já foi colocada à prova no Reino Unido por uma organização britânica, a Cafe Art, que tem como objetivo capacitar, pela fotografia e pela arte, pessoas que vivem na pobreza.

Assim, cem moradores de rua receberam desta organização câmeras descartáveis e treinamento do The Royal Photographic Society (A RPS) para fotografarem sua cidade a partir de um único tema: “Minha Londres”. No total, foram mais de 2.500 fotos reveladas, sendo que 20 delas foram selecionadas por um júri com especialistas da FujiFilm Fotógrafo Amador e da Revista The Photo Festival London. As fotos selecionadas irão compor um calendário exclusivo lançado no próximo ano.

A ação, que já ocorreu outras vezes, é conjunta à campanha de arrecadação de verba no site de financiamento coletivo Kickstarter para cobrir as despesas com impressões, compras de materiais para ações futuras e premiação dos fotógrafos selecionados.  Este é um dos meios de continuar ajudando a transformar, mesmo que de modo parcial e até mesmo no campo do subjetivo, a vida dessas pessoas por meio da expressão artística.

 

Confira os melhores cliques do projeto:

 

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No Brasil

Há inúmeras cidades brasileiras que participam deste projeto, cada uma com sua particularidade, onde os comunicadores lidam com fatos, acontecimentos, tendências e histórias de modo muito profissional, às vezes, até demais. A iniciativa desta organização é bastante corajosa e possui beleza em sua extrema realidade, afinal, quem pode melhor retratar uma cidade do que um morador dela? E não um morador comum, mas sim aquele que faz das ruas e avenidas, sua casa e seu quintal por consequência de uma realidade econômica e social ou até mesmo por vontade própria.

Portanto, aqueles  que habitam debaixo das estrelas e jantam fumaça de caminhão, podem registrar uma visão bastante autêntica das arquiteturas e nuances dos centros urbanos. Tais modos de registros,  seja por imagem seja por texto ou vídeo podem ser também reinventados nas mãos de um cobrador de ônibus, de um ambulante ou de uma professora de escola pública, pois são nestas circunstâncias que existe a verdadeira vivência de conteúdo que vai para além da técnica e que serve de inspiração para quem está nela.

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